É fascinante como a mesma laje de isopor (EPS) pode ser utilizada de forma tão diferente, dependendo da região do país. Em São Paulo e em grande parte do Sudeste, por exemplo, o comum é usar a lajota H7 com densidades mais baixas, como 9 kg/m³ ou 11 kg/m³. Já em Santa Catarina e no Paraná, a história é outra: a densidade mínima para a mesma medida H7 costuma ser de 13 kg/m³, e muitos chegam a usar até 16 kg/m³.
Mas por que essa diferença tão grande? Seria apenas uma questão de clientes mais exigentes?
A verdade é que essa variação está diretamente ligada à cultura da mão de obra de cada região. O uso do isopor (EPS) em lajes requer um cuidado especial, pois é um material leve e que pode ser facilmente danificado. O manuseio e a forma de trabalhar de cada equipe influenciam diretamente na resistência necessária do material.
A escolha da densidade ideal de isopor na laje vai além da exigência do cliente; ela está ligada ao conhecimento e à técnica da equipe de montagem para garantir a segurança e a economia da sua obra.